Detroit: Become Human Review

Significado de Divergente: Que se afasta progressivamente de que não é igual, que não se combina, que é diferente.

Detroit: Become Human foi desenvolvido e publicado pela produtora Quantic Dream para PS4 e PC. Sua data de lançamento foi dia 24 de Abril 2018, o game tem um enredo futurista e tem 3 historias diferentes que no decorrer da jornada elas se entrelaçam, você ira assumir o controle de 3 androides Connor, Kara e Markus, uma trama repleta de críticas e reviravoltas. O objetivo da história é mostrar uma sociedade incapaz de se ajustar ao avanço da tecnologia, colocando os androides na posição de oprimidos pelo sistema.

O jogo ocorre em Detroit, no ano de 2038, onde os androides são produzidos pela empresa CyberLife, e com isso androides passam a coexistir com os habitantes da cidade, sejam como seus assistentes pessoais ou em profissões de apoio e suporte em diversas áreas profissionais, gerando um grande desconforto social motivada pelo aumento do desemprego de vários habitantes da cidade.

Cada um dos Androides possui uma história própria!

Markus: É um androide modelo RK200, afetuoso e prestativo seu dono é Carl Manfred um idoso paraplégico, pintor famoso, extremamente rico e conhecido. Ambos possuem uma boa relação, Carl trata Markus como se ele fosse um filho, ensinando-o a pintar, expondo-o à literatura e à música; desenvolvendo seu espírito dia a cada dia. Durante uma briga entre ele e Leo filho de Carl, Markus é forçado a sair de sua vida domestica de uma forma extrema e radical e isso o torna um divergente. Durante o jogo, ele se torna o líder dos divergentes e você terá o poder de decidir se a rebelião terá uma revolta violenta ou pacífica contra a opressão humana e, assim, decidir o futuro de sua espécie .

Connor: É um androide modelo RK800, um dos protagonistas de Detroit: Become Human. Construído como um protótipo de androide avançado, ele foi criado para ajudar nas investigações policiais e aplicação da lei e ordem; especificamente em casos envolvendo androides divergentes. Enviado pela empresa CyberLife para o departamento de Polícia de Detroit, Connor foi escolhido para trabalhar com o tenente Hank Anderson, Anderson é uma pessoa que odeia os androides isso torna a convivência de Connor e Anderson muito difícil. Durante o curso de sua investigação, Connor pode fazer descobertas sobre casos e sobre si mesmo (no estilo Batman: Arkham Knight) e se tornar um agente androide importante na denúncia dos próximos eventos.

Kara: Uma Androide modelo AX400, uma androide comum que faz serviços de empregada domestica e babá, seu proprietário é Todd Williams e sua filha Alice. Alice é uma criança doce e frustrada, Todd é abusivo, violento e já quebrou Kara várias vezes no passado, pelo menos algumas devido a ela tentar proteger Alice. A conexão de Kara com Alice desencadeia uma convulsão ao presenciar a crise violenta de Todd com sua filha, isso interrompe todas as funções programadas de Kara e a torna divergente ao mundo, numa época em que os androides podem se levantar e confrontar seus criadores.

A partir daí, cada um deles segue um caminho, e em um determinado momento, acaba cruzando com o dos demais personagens. E a forma com que isso é construído depende demais dos jogadores, já que uma simples decisão pode afetar diretamente o rumo da trama.

Gameplay: Você decide o que acontece no jogo

O jogo traz um grande mapa mental que mostram as escolhas feitas por você assim que alcança o objetivo principal. Esse mesmo mapa mostra uma série de possibilidades e decisões que influenciam diretamente no objetivo principal do capítulo. Então cuidado ao decidir suas ações pois cada um dos três personagens principais pode morrer se você não for cuidadoso.

Por exemplo, você pode escolher por desenvolver a personalidade de um androide de uma maneira que ele seja muito hostil. Essa essa ação vai afetar seu relacionamento com outros personagens e até mesmo a forma com que seu caminho irá cruzar com o dos outros protagonista.

Outra coisa, esse mapa mental mostra todas as possibilidades opcionais que, por causa das ações tomadas, não foram realizados naquele momento. Isso força muito o jogador a realizar uma nova campanha para procurar caminhos alternativos aos que foram traçados na primeira vez.

Gameplay: Mecânica e Jogabilidade

A mecânica de Detroit: Become Human também segue a linha adotada pela Quantic Dreams em outros títulos da produtora como o Heavy Rain e Beyond Two Souls. Tecnicamente funcionam no gênero Quick Time Events, onde você precisa direcionar seus personagem e localizar pistas pelo cenário.

Uma parte da jogabilidade refere-se a combinação de ações em determinadas ocasiões. Você precisara apertar uma sequencia de botões que surgiram na tela no momento exato, igual o que acontece em Games Musicais. Cuidado ao errar uma sequencia de teclas dependendo da ocasião pode levar a morte de um dos personagens.

Cada cenário tem uma grande area de exploração, o que permite encontrar mais elementos para complementar suas ações, porem em algumas ocasiões sera necessário mudar o angulo de camera, pois a movimentação do personagem é bem simples e algumas vezes ele pode ir para lugares indesejados.

Na movimentação dos androides podemos usar também a função de scanner, o que permite localizar e descobrir novas pistas, pontos de interesse e eventualmente a alcançar o objetivo do capitulo. Tudo é muito intuitivo, fluído e prático, com uma curva de aprendizagem simples.

O ritmo de jogo é inconsistente, alternando de momento bastante calmo para situações de ações bastante frenética, tudo isso dependendo das escolhas que são feitas durante o capitulo.

Gameplay: Cenário e Ambientação

A trilha sonora de Detroit: Become Human é algo que destaco de modo muito positivo, sendo muito envolvente e marcante, ela consegue criar claramente o ambiente diversificado para as três histórias. Entre momentos musicais de tristeza, a trilha sonora vai-se modificando assim que a ação é aumentada e imediatamente impõe o ritmo certo, e cria a tensão necessária nos momentos adequados, mais ainda pode mudar se tiver que tomar decisões rápidas que irão mudar o rumo da história. A atuação dos personagens dão corpo e voz a ambientação de Detroit, qualidade da interpretação e movimentação da animação é perfeita. Tudo se complementa para tornar Detroit um jogo bastante imersivo e cativante.

Expressões faciais, olhares, sincronização de diálogos, tudo bem elaborado e passando a sensação de estar participando de um filme. Com o elementos futuristas – carros voadores e telas transparentes ou coloridas – junto a construções dos dias atuais. Há ocasiões em que é possível questionar se há a utilização de cenas gravadas em vídeo em vez de reproduções in-game da engine.

As Trilhas Sonoras individuais para cada personagem nos ajudam a interpretar as motivações e personalidades diferentes de Markus, Kara e Connor.

A dublagem conta com vozes conhecidas do público brasileiro como Wendel Bezerra (MARKUS), Vagner Fagundes (CONNOR), Flora Paulita (KARA), Carl Manfred (Carlos Campanile), Ten. Hank Anderson (Mauro Ramos) e etc. Por mais que alguns personagens coadjuvantes acabam destoando de suas vozes originais, boa parte do trabalho é muito bem feito, o que merece muitos elogios.

Gameplay: Conclusão

Detroit: Become Human cumpriu tudo que prometeu, o jogo tem uma trama envolvente e cheia de reviravoltas e críticas sociais, não consegui jogar apenas uma vez, já que as decisões mudam no decorrer da história. É um jogo de ritmo bem lento e progressivo, certos tipos de jogadores podem achar o jogo enjoativo nas primeiras horas, eu levei cerca de 14hs para terminar o jogo pela primeira vez, explorei o máximo possível do cenário e aproveitei o máximo de todas as oportunidade, deixei o Connor morrer sem querer em uma cena de perseguição, foi muito frustrante kkkk. No decorrer de sua jornada será possível sentir paz e tranquilidade, mas também terror e tristeza.

Depois de terminar o jogo você pode voltar e jogar os capítulos específicos para obter os Extras ou começar uma nova Jornada. O jogo te avisara se você iniciar uma nova jornada que seus dados serão reiniciados (você decide se sim ou não), sua jornada não sera salva em um slot diferente. Porem, você conseguirá alternar suas decisões anteriores, já liberadas, e as novas estarão marcadas. E a escolha por capítulo continuará ativa. Se você iniciar um nova jornada e alterar um capítulo liberado anteriormente o jogo continuará desse ponto e não na nova jornada que você está iniciando. Pontos Extras ou Bonus, servem para “liberar” extras dos jogo. Pacotes com imagens, vídeos e músicas.

Se você se interessa pela temática de Inteligência Artificial irar se entreter com Detroit: Become Human. E para quem não se interessou pelo tema, as situações pelas quais os personagens passam certamente vão lhe prender por varias horas por causa das diversas possibilidades de escolhas e pelo drama interativo. Dou Nota 8 ao Jogo.

Pontos Positivos

  • Personagens apaixonantes e envolventes
  • Cenário bem trabalhados e interativos
  • Linda Trilha sonora e ambientação
  • Diversas possibilidades de decisões

Pontos Negativos

  • Movimentação de personagem ruim
  • As opções de escolhas não são claras e são muito rápidas
  • Dificuldade Baixa
8

Muito Bom

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